Osteoartrite e morte prematura da ovelha Dolly não foi culpa da clonagem

  • Osteoartrite e morte prematura da ovelha Dolly não foi culpa da clonagem

    A ovelha Dolly, vista aqui empalhada no Museu Real da Escócia, foi o primeiro mamífero a ser clonado com sucesso a partir de uma célula adulta

    A famosa ovelha clonada Dolly, que morreu em 2003, não sofria de osteoartrite prematura, segundo um novo estudo veiculado nesta quinta-feira (23) no Reino Unido, o que descarta as teorias que indicavam que o processo de clonagem poderia levar a um envelhecimento prematuro e a doenças relacionadas.

    Uma equipe de cientistas das universidades de Nottingham (Inglaterra) e Glasgow (Escócia) fez radiografias do esqueleto de Dolly, o primeiro mamífero clonado de uma célula adulta, assim como de sua filha natural Bonnie e de outros dois exemplares clonados, Megan e Morag.

    Em todos os casos, as radiografias mostraram esqueletos normais, sem indícios de osteoartrite “anormal”, afirmam os autores do estudo, publicado nos Scientific Reports.

    Nascida em 5 de julho de 1996 no Instituto Roslin, em Edimburgo, Dolly morreu em 14 de fevereiro de 2003 de uma doença progressiva do pulmão, antes de completar 7 anos.

    Um relatório afirmou que ela tinha osteoartrite no joelho esquerdo, o que levou às hipóteses de que a clonagem seria responsável por esse envelhecimento prematuro.

    No entanto, os autores do estudo apresentado nesta quinta consideram que esta teoria não tem fundamento. “Constatamos que a prevalência e a distribuição radiográfica da osteoartrite é similar à detectada em ovelhas concebidas de forma natural e em nossas ovelhas clonadas saudáveis”, afirmou Sandra Corr, especialista da Universidade de Glasgow.

    “Em consequência, concluímos que a preocupação original de que a clonagem tinha causado uma osteoartrite prematura em Dolly era infundada“, acrescentou a especialista.

    Ciberia // EFE